sábado, 3 de dezembro de 2016

POLÍTICA/OPINIÃO: RICARDO BOECHAT

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MAIA PRESIDE A SESSÃO DA VERGONHA (FOTO:UOL)





OS DEZMEDIDOS

POR RICARDO BOECHAT
ISTO É ON-LINE
02/12/2016 – 18H00


Câmara dos Deputados, Sessão 30/11

Ignóbeis, devassos, indecentes, indecorosos, obscenos, velhacos, venais, infames, vis, torpes, repulsivos, asquerosos, ascosos, repelentes, nojosos, repugnantes, imorais, desfaçados, atrevidos, cínicos, perversos, debochados, corruptos, zombeteiros, ordinários, patifes, libertinos, ardilosos, solertes, vulpinos, depravados, traiçoeiros, versutos, canalhas, desprezíveis, insignificantes, rabacués, débeis, fracos, vergonhosos, ladrões, ocos, inescrupulosos, nojentos, nauseantes, indignos, tarados, reles, grosseiros, soezes, xumbregas, defeituosos, perversos, malvados, covardes, medrosos, duvidosos, ambíguos, anfibológicos, ardilosos, insidiosos, furtadores, gatunos, larápios, ratoneiros, tungadores, enganadores, tapeadores, trapaceiros, embusteiros, mofatrões, alicantineiros, impostores, falsários, vigaristas, vagabundos, malandros, cafajestes, vadios, pilantras, crápulas, calhordas, degenerados, pulhas, finórios, safados, descarados, abomináveis, cínicos, indecentes, vergonhosos, traíras, bucaneiros, desagregadores, assaltantes, miseráveis, aéticos, avarentos, salteadores, falsos, mentirosos, abjetos, cruéis, fraudulentos, trambiqueiros, punguistas, hipócritas, fingidos, santarrões, beatorros, bandidos, quadrilheiros, meliantes, desavergonhados, balandrões, bazofiadores, fanfarrões, bufões, gabolas, rabulões, cruéis, vendidos, ridículos, prepotentes, déspotas, opressores, pervertidos, tiranos, risíveis, vulgares, insensatos, inconsequentes, dejetos, usurários, pusilânimes, violentos, desleais, assassinos, insanos, dementes, loucos, desajuizados, desvairados, bandoleiros, malucos, tresloucados, desatinados, alucinados, doidivanas, perdulários, esbanjadores, vermes, traidores, míopes, pretensiosos, conspiradores, mesquinhos, podres, súcias, desequilibrados, preguiçosos, putrefeitos, apodrecidos, grotescos, caricatos, corja, soberbos, súcia, maledicentes, desonrados, desacreditados, capciosos, cavilosos, gananciosos, presunçosos, arrogantes, insolentes, vaidosos, cáfilas, cambada, gentalha, malta, bestas, cavalgaduras, ignorantes, mafiosos, irresponsáveis, perversos.


quarta-feira, 30 de novembro de 2016

CHÁ DAS CINCO: ALICE RUIZ

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DREAMSTIME.COM





Neve ou não neve

onde há amigos

a vida é leve



***



Que viagem

assim que você chega

a abóbora vira carruagem



***



quem ri quando goza

é poesia

até quando é prosa



***



Cada onda

reflete na areia

a nova lua cheia



***



janela que se abre

o gato não sabe

se vai ou voa



***



por uma só fresta

entra toda a vida

que o sol empresta



***



amigo grilo

sua vida foi curta

minha noite vai ser longa

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WWW.ESTILO40.COM



Alice Ruiz nasceu em Curitiba (PR), em 1946. O contato com a literatura aconteceu logo cedo: aos 9 anos Alice já escrevia contos; aos 16, versos. Dez anos depois publicou alguns poemas em jornais e revistas culturais; aos 34, publicou seu primeiro livro.



Casou-se com o poeta Paulo Leminski, em 1968. Do casamento também surgiu outra parceria. Alice e Leminski integraram o grupo musical “A chave”. Alice tem mais de 50 músicas gravadas por parceiros e intérpretes. Além disso, a autora já publicou 15 livros, entre poesia, traduções e história infantil.



Os escritos de Alice lhe renderam vários prêmios, como o Jabuti de Poesia, de 1989, pelo livro “Vice Versos”.



FONTE: UOL PENSADOR



sábado, 26 de novembro de 2016

CHÁ DAS CINCO: CAIO FERNANDO ABREU

INTERNET

“Poderíamos casar, teríamos um apartamento, tomaríamos café às cinco da tarde, discordaríamos quanto a cor das cortinas, não arrumaríamos a cama diariamente, a geladeira seria repleta de congelados e coca-cola, o armário, de porcarias, adiaríamos o despertador umas trinta vezes, sentaríamos na sala de pijama e pantufas, sairíamos pra jantar em dia de chuva e chegaríamos encharcados, nos beijaríamos no meio de alguma frase, você pegaria no sono com a mão no meu cabelo e eu, escutando sua respiração. Eu riria sem motivo e você perguntaria por que, eu não responderia, saberíamos.”

***


“Chorar por tudo que se perdeu, por tudo que apenas ameaçou e não chegou a ser, pelo que perdi de mim, pelo ontem morto, pelo hoje sujo, pelo amanhã que não existe, pelo muito que amei e não me amaram, pelo que tentei ser correto e não foram comigo. Meu coração sangra com uma dor que não consigo comunicar a ninguém, recuso todos os toques e ignoro todas tentativas de aproximação. Tenho vergonha de gritar que esta dor é só minha, de pedir que me deixem em paz e só com ela, como um cão com seu osso. A única magia que existe é estarmos vivos e não entendermos nada disso. A única magia que existe é a nossa incompreensão.”

***



Caio Fernando Loureiro de Abreu (Santiago do Boqueirão, RS, 1948 - Porto Alegre, RS, 1996). Contista, romancista, dramaturgo, jornalista. Muda-se para Porto Alegre, em 1963. Publica seu primeiro conto, O Príncipe Sapo, na revista Cláudia, em 1963. A partir de 1964 cursa Letras e Arte Dramática na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), mas abandona ambos os cursos para dedicar-ser ao jornalismo. Transfere-se para São Paulo em 1968, após ser selecionado, em concurso nacional, para compor a primeira redação da revista Veja. No ano seguinte, perseguido pela ditadura militar, refugia-se na chácara da escritora Hilda Hilst (1930-2004), em Campinas, São Paulo. A partir daí passa a levar uma vida errante no Brasil e no exterior. Fascinado pela contracultura, viaja pela Europa de mochila nas costas, vive em comunidade, lava pratos em Estocolmo, e considera a possibilidade de viver de artesanato em uma praça de Ipanema. Na década de 1980, escreve para algumas revistas e torna-se editor do semanário Leia Livros. Em 1990, vai a Londres, lançar a tradução inglesa de Os Dragões Não Conhecem o Paraíso. Vai para a França, em 1994, a convite da Maison des Écrivains Étrangers et des Traducteurs de Saint Nazaire, onde escreve a novela Bien Loin de Marienbad. Em setembro do mesmo ano escreve em sua coluna semanal, no jornal O Estado de S. Paulo, uma série de três cartas denominadas Cartas para Além do Muro, onde declara ser portador do vírus HIV.


(FONTE:enciclopédia.itaucultural.org.br)

CADA UM COME O SEU...


O caipira tinha dinheiro de sobra, gostava de ostentar seus carrões, roupas de grife e correntes de ouro, não abria mão de frequentar restaurantes caros. Mas não gostava de passar por jeca – sejamos francos: ninguém gosta de passar por jeca, ainda mais se for jeca.

Certa feita, nosso matuto veio para a capital a negócios. Resolveu jantar num restaurante chique. A desgraça é que ele não tinha a menor ideia do que pedir para comer e beber. Não entendia o que estava escrito, em francês, no cardápio. Escolheu sua mesa a dedo. Ao lado da mesa de um grã-fino.

-- Garçom, me traga o prato de sempre – pediu o bacana, frequentador assíduo da casa.

O caipira não deixou por menos:

-- Dois.

O bacana pediu ao garçom “o vinho de sempre”.

E o caipira:

-- Dois.

Nosso jeca foi nessa batida até a hora da sobremesa. O bacana estava a ponto de estourar. E estourou:

-- Garçom, isso aqui está insuportável. Quero o manobrista.

-- Dois, pediu o caipira.

-- Escuta aqui, cidadão: um manobrista dá para os dois.

O caipira retrucou:

-- Nada disso! Cada um come o seu.
(OS-FEVEREIRO DE 2015)
  
  

IMAGENS: DENIS SARAZHIN (1)




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Denis Sarazhin nasceu em Nikopol, Ucrânia, em 1982. 

***

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Diante dos filhos, noras e genros, Vicente foi direto ao ponto, com firmeza: "De agora em diante, não quero mais ouvir 'o senhor tem que fazer isso, o senhor tem que fazer aquilo'. Não tenho interesse em sentar no banco da praça e conversar com outros velhos, muito menos em ir a Poços de Caldas tomar licor de jenipapo e comer goiabada com queijo. Gosto de ficar só, com meu trabalho..." Por Orlando Silveira
 
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